Toronto: o que fazer na maior metrópole canadense

“Sorry for the weather” é talvez a frase mais comum que você irá ouvir de um canadense se visitar o país em dias gelados ou chuvosos. Mas o simples gesto resume bem a preocupação com os turistas e a receptividade desse povo: pessoas com uma simpatia e bom-humor surpreendentes, que, na minha opinião, superam até mesmo a tradicional fama hospitaleira dos brasileiros.

Situada no Lago Ontário no sudeste do país, Toronto é a maior cidade do Canadá e tem praticamente a mesma latitude que o nordeste da Califórnia, nos Estados Unidos, e Cannes, na França. Fui para lá pela Air Canada, que tem vôos diretos de duração média de 10 horas.

Apesar de estar colado nos Estados Unidos – a apenas 60 minutos de avião de Nova York – o Canadá, ao contrário do que muitos podem pensar, nada tem a ver com seu vizinho. As ruas de Toronto expressam um estilo de vida diferente e carregam um ar mais londrino (pode-se dizer), do que americano.

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Mas por trás da aparência sóbria dos edifícios de tijolos vermelhos e casas em estilo vitoriano, a capital da província de Ontário goza de intenso movimento cultural e entretenimento. Não por acaso a cidade chegou a ser eleita a quarta melhor do mundo para se ver e vivenciar a cultura. Museus importantes, peças de teatro, festivais, parques e bons restaurantes fazem parte do repertório.

Prova do agito cultural é o fato de que acontecem mais de mil festivais todos os anos, além dos mais de 125 museus espalhados pela cidade. Para os aficionados por cinema, há o TIFF International Fil Festival (abril), o Hot Docs Film Festival (abril), Toronto International Film Festival (setembro), entre outros. Já aos amantes da música, a dica é participar do Canadian Music Fest, do Beaches International Jazz Festival ou do TD Toronto Jazz Festival. Há opções culturais para todos os gostos.

Entre os museus, destaque para o Art Gallery of Ontario, um dos maiores na América do Norte e que em seus 54 mil m² apresenta um acervo de mais de 80 mil peças. Por lá é possível admirar obras de grandes artistas canadenses e internacionais, como Picasso e Monet. Outro importante museu é o Royal Ontario Museum, que por dentro de sua arquitetura futurista, traz exposições respeitáveis sobre arte, arqueologia e ciências de diversos períodos da história até a atualidade.

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Art Gallery of Ontario
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Por dentro da Art Gallery of Ontario

A arte também pode ser vista de forma mais despretensiosa no charmoso bairro de West Queen West. Recheado de galerias de arte, ateliês, lojinhas com produtos vintage e cafés descolados, este é o bairro dos artistas e intelectuais. É na região que se encontra o famoso hotel-boutique Gladstone, bem como o Drake Hotel, o queridinho de Johnny Depp quando se hospeda por lá. Muito mais que uma estadia, ambos reúnem exibições de arte por todos os lados, quartos decorados por grandes designers e espaço aconchegante para um café.

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Pelas ruas de West Queen West
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Bar do hotel e galeria de arte Gladstone
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Parede no bar do Drake Hotel
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Assim como a Torre Eiffel em Paris, é impossível passar por Toronto sem notar a gigantesca CN Tower, um dos principais pontos turísticos da cidade. O monumento, que durante anos foi o maior do mundo, surge ao longe com sua imponência a partir de diversos pontos da cidade. Do alto dele, entretanto, é a cidade que pode ser vista e apreciada de um mirante a 346 metros de altura – no total a construção alcança 553 metros.

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E se nas ruas do subúrbio as construções são tímidas, em downtown os edifícios são majestosos e modernos, com direito até a um todo folheado em ouro à la Dubai, que pertence ao Royal Bank of Canada.

No verão, os dias são bastante quentes e o calor humano dos canadenses se espalha pelas ruas. Já no inverno a temperatura pode chegar a -20. E aí não há casaco que agüente. Nessa época, o movimento migra para os sinuosos caminhos do “Path”, uma espécie de cidade subterrânea que mais se parece com um shopping. Por lá, diversas lojas e restaurantes com praça de alimentação garantem o aquecimento dos transeuntes e os faz esquecer o clima inóspito lá de cima.

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Resumindo: Toronto oferece de tudo um pouco e para todos os gostos e bolsos. Cada bairro de Toronto possui sua própria identidade e não faltam bons lugares para comer e lojas para fazer compras. É daquelas cidades que você mal conhece e já dá vontade de morar.

Um passeio que não fiz (porque era inverno), mas gostaria de ter feito durante minha estadia, é uma visita à Casa Loma. Lá os turistas podem visitar o majestoso castelo, com 98 suítes totalmente decoradas, um túnel de 244 metros, estábulos, passagens secretas e lindos jardins ao longo de cinco acres que ficam abertos de maio a outubro, entre a primavera e o verão. Quem tiver a chance de ir, me conte o que achou depois!

Publicado por Bruna Aranguiz

Paulistana, jornalista e viajante. Vivendo na Irlanda.

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