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Côte d’Azur: o que você precisa saber antes de montar seu roteiro

Palco de um verdadeiro pot-pourri de paisagens – de praias banhadas pelas águas calmas do mediterrâneo a graciosos campos de lavanda, colinas adornadas por cidades medievais e imponentes montanhas alpinas – a Côte d’Azur, no sul da França, é desses destinos que merece ser conhecido com calma.

Dentre tantas atrações e paisagens diversificadas, fica difícil decidir por onde passar e, mais ainda, por onde começar. Pensando nisso, preparei um mini-guia com dicas importantes para saber antes de preparar o seu roteiro e de como se locomover entre as cidades. Leia abaixo:

Entenda a geografia da região

Para se entender melhor a geografia do sul do país é preciso primeiro saber que a região se divide entre o território dos Alpes, da Provence (a parte mais campestre e interiorana) e da Côte d’Azur. Esta última, também conhecida como Costa Azul ou Riviera Francesa no bom e velho português, envolve as cidades do litoral. A neve costuma cobrir os Alpes durante os meses de inverno, enquanto o sol forte e o calor são garantidos nas praias durante todo o verão.

O leque de opções de lugares para se visitar é enorme, mas a boa notícia é que a pequena distância entre eles e a excelente malha ferroviária do país, permite que viajantes do mundo inteiro possam desfrutar um pouquinho de cada canto – com tempo e, claro, planejamento.

Fiz essa viagem agora em agosto, em meio a pandemia, quando o turismo na Europa começava a se normalizar. Por isso mesmo decidi fazer o trajeto todo de carro, a fim de manter o distanciamento social. Uma decisão acertada, já que ter a facilidade de se locomover entre cada cidade faz de qualquer viagem uma experiência ainda mais exclusiva. No entanto, em tempos normais, o mesmo roteiro pode também ser feito tranquilamente de trem (ou ônibus, em alguns trechos).

Defina a logística: ponto de partida x pé na estrada

Entre todo esse mix de belíssimas paisagens, ótima gastronomia, vibe praiana, cidades medievais e cena cultural efervescente, fica mesmo difícil decidir por onde passar. Por isso, antes de mais nada, é essencial definir a logística da sua viagem. Ou se preferir, veja aqui um roteiro completo e pronto para usar por 7 dias pela Costa Azul.

Como as cidades são bastante próximas uma das outras, é possível montar base em uma cidade só e, de lá, conhecer as demais ao redor. Outra opção é ir parando e se hospedando em diferentes endereços ao longo do caminho – o que demanda um pouco mais de trabalho, mas também pode ser uma ótima ideia.

A cidade de Nice costuma ser o melhor ponto de partida, por estar posicionada entre algumas das principais praias e vilarejos da Riviera, além de ser por si só uma metrópole pulsante e cheia de atrações. Minha intenção era montar base ali, mas por conta da pandemia, ficar em um ambiente tão urbano e cheio de gente não seria prudente. 

Acabei encontrando um Airbnb no entorno da charmosa vila medieval de Saint-Paul-de-Vence, que fica a apenas 30 minutos de carro de Nice, com os hosts mais acolhedores que já conheci. Apesar de ficar distante da praia, é uma ótima alternativa para quem quer unir a boa localização à um pouco mais de sossego.

LEIA TAMBÉM: Saint-Paul-de-Vence: conheça o encantador vilarejo medieval em um dia

Determine seu meio de transporte

Seja qual for a logística escolhida – montando base em alguma cidade ou ir se hospedando em diferentes lugares – saiba que ambas as opções podem ser percorridas facilmente tanto de carro quanto de transporte público.

As duas, entretanto, tem suas vantagens e desvantagens. Dirigir na França não é um bicho de sete cabeças já que o país conta com boas estradas e sinalização, mas tem lá seus desafios. Já para pegar o trem é sempre bom levar em consideração os horários de pico e estudar bem as linhas para não correr o risco de passar do ponto. Veja abaixo qual opção funciona melhor para o seu roteiro.

De trem

A praia de Nice, na Promenade des Anglais, toda de pedrinhas

Viajar de trem pela Europa é algo bastante comum e extremamente prático. Tanto entre cidades quanto entre diferentes países. Dependendo do trajeto, os valores podem ser bem convidativos e quase toda cidade costuma ter uma estação de trem. 

No sul da França não é diferente. A partir de Nice, por exemplo, é possível fazer um bate e volta para cidades como Cannes, Antibes, Fréjus e inclusive até o país vizinho, Mônaco. Entre eles, o trajeto mais longo, até Fréjus, não leva mais do que uma 1h20. Já as vizinhas Cannes e Monte Carlo, não levam mais do que meia hora.

Optar pelos trilhos é também uma boa forma de fugir do trânsito um tanto caótico da Riviera. Em finais de semana, em especial, quando há maior engarrafamento, fazer o percurso de trem costuma ser até mais rápido do que de carro. As paisagens, por sua vez, não são menos encantadoras.

Como tudo não são sempre flores, embora ofereçam bastante conforto, vale ressaltar que os vagões costumam circular cheios. Por ser um meio de transporte muito popular, eles são utilizados também pelos próprios residentes quase como um metrô. Por isso, evite ir na hora do rush e compre as passagens com antecedência.

Já alguns outros trajetos exigem o uso de ônibus. É o caso de Saint-Paul-de-Vence e Éze Village, que, por estarem no topo de uma colina, não contam com estação ferroviária. Mas nem por isso devem ficar fora do roteiro. Muito pelo contrário, são paradas mais que obrigatórias! Leia mais sobre cada uma delas aqui e aqui. Nesses casos, a malha rodoviária da Lignes D’Azur é responsável pelos percursos, que inclui até mesmo um trajeto de Nice a Mônaco (linha 100) por menos de 2€. 

De carro

Quem resolve ir de carro, no entanto, deve ter em mente que o trânsito por lá não dos mais fáceis e os estacionamentos não são baratos. A vantagem está na liberdade de poder dirigir sem se programar tanto e mudar o roteiro quando der na telha.

E se luxo e ostentação já logo vem à mente quando se fala em Riviera Francesa, saiba que é tudo isso mesmo. Ferraris, Porsches e outros carrões são bem comuns por ali. Mas, apesar de ser uma das regiões mais ricas e elegantes do mundo, a Costa Azul é, surpreendentemente, um destino bastante democrático em termos de budget e atrai os mais variados perfis de turistas. Há opções de acomodações e restaurantes que vão dos modestos aos mais luxuosos.

Já as ruazinhas apertadas, onde aparentemente passaria só um carro, desafiam as leis de espaço físico e em sua maioria possuem duas mãos. Sabe aquela famosa “fina” entre veículos? Desconfio que deva ter nascido ali. Portanto, não se deixe intimidar pelos carrões que circulam. Recomendo fortemente um carro pequeno (caso não tenha intenção de ir para os alpes. Já se os alpes estiverem na programação, um carro de maior tamanho e potência é mais indicado para aguentar as constantes subidas). 

LEIA TAMBÉM: Lyon: O que fazer na terceira maior metrópole francesa

Dicas úteis:

Como chegar na Riviera Francesa:
Dependendo de quais cidades serão incluídas no roteiro, os principais pontos de entrada para quem chega de avião são Nice, Cannes e Marselha.

Quando ir:
De junho à setembro é a melhor época para aproveitar o calor e as praias da região. Julho e agosto são os meses mais quentes e também mais cheios. 

Como se locomover:
Para uma viagem com mais flexibilidade e facilidade, a melhor forma é alugar um carro. No entanto, a França também conta com uma excelente gama de trens e é possível se locomover facilmente entre uma cidade e outra de trem ou ônibus.

Onde se hospedar:
Recomendo montar base nas proximidades de Saint Paul de Vence ou na própria cidade de Nice. Quem opta por ficar em Nice, as melhores áreas são: Vieux Nice, Jean-Médecin e Gambetta, onde você estará próximo das principais atrações e poderá conhecê-las à pé. Veja opções de hospedagem no Booking.com e Airbnb.

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Lyon: o que fazer na terceira maior metrópole francesa

Lyon pode até não ser tão bonita quanto Paris, mas nem por isso é menos interessante. Em termos de qualidade de vida, a metrópole, que fica próxima dos Alpes Franceses, ultrapassa a Cidade Luz na lista das melhores cidades para se morar na Europa publicada pela revista Business Insider UK. Quem quiser dar uma olhadinha, tá aqui. O ranking leva em conta estabilidade, cuidados de saúde, cultura, meio ambiente, educação e infra-estrutura. 

Como mera visitante, não fiquei assim tão encantada com Lyon. Mas morar lá talvez seja realmente outra história, já que a qualidade de vida é um grande atrativo. De qualquer forma, uma coisa é fato: a energia tranquila da cidade pode ser notada logo de início, principalmente se você está vindo diretamente de Paris e suas ruas abarrotadas de gente. 

Lyon também é considerada a capital gastronômica da França e é famosa pelos chamados bouchons, espécie de restaurante/bar onde se pode comer comidinhas “gordas”, como diversos tipos de linguiça com sangue de boi. Outra coisa interessante é que, diferentemente da maioria das cidades europeias, Lyon é cortada não apenas por um rio, mas sim dois: Saône e Rhône.  Entre eles forma-se uma espécie de ilha, chamada Presq’île, que é praticamente o coração da cidade. Veja aqui o que fazer em Lyon, para não perder nenhum detalhe:

O que fazer em Lyon

Presq’île e La Croix Rousse

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Sugiro começar pela Place Bellecour, uma praça bem ampla no centro da “ilha”. No meio dela está uma estátua do Rei Luis XIV, uma roda-gigante e também um escritório de turismo, onde você pode ir pedir qualquer informação e conseguir um mapa da cidade. A praça é também o início da Rue de la Republique, a principal avenida de Lyon, onde você encontra inúmeras lojas e alguns restaurantes.

Aproveite a caminhada pela avenida para comprar chocolates de qualidade na loja Voisin. E se a fome bater vá até a Rue Mercière, uma rua lindinha cheia de ótimos restaurantes. De lá, continue pela Rue de la Republique até a Opera de Lyon.

Ali perto está a Place des Terreaux e o Musée des Beaux Arts de Lyon. Após a visita aproveite o final da tarde ou a noite para conhecer o bairro boêmio La Croix Rousse, que se estende por uma colina. Inúmeros bares e lojinhas alternativas dão o ar “cool” do lugar.

Vieux Lyon e Colina Fourvière

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Reserve o segundo dia para conhecer a Vieux Lyon, ou “Lyon Velha”, que, como o nome sugere, é a parte mais antiga da cidade. O bairro é um mix entre medieval e renascentista. Não é a toa que Lyon é conhecida como a capital da renascença francesa, pois é ali que se pode perceber claramente a influência italiana na arquitetura. Quem já foi para a Itália provavelmente irá notar algumas semelhanças na arquitetura.

Depois de caminhar pelas ruelas da parte medieval, é hora de malhar as pernocas e subir a Colina Fourvière – ou então pegar o elevador até o topo. Lá no alto está a Basílica Nossa Senhora de Fourvière e também um mirador com uma vista privilegiada de toda a cidade. A Básilica foi construída  em homenagem à Virgem Maria, pois acreditava-se que a Virgem salvou a cidade da epidemia de cólera de 1643. O acontecimento inclusive deu origem a Fête de Lumières, um festival que acontece entre os dias 6 e 9 de dezembro no qual a cidade é tomada por luzes coloridas. Não cheguei a ver o evento, mas só de ver as fotos dá para ver que deve ser algo incrível.

Parc de la Tête d’Or

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Com cerca de 117 hectares, este é o maior parque urbano da França. Há diversas entradas, mas a principal fica no Boulevard des Belges e a estação de metrô mais próxima é a Masséna. Se estiver com pique, uma opção é ir andando pelas margens do rio Rhone, mas se prepare para uma bela caminhada. Além de belos jardins e espaços para praticar esportes, uma das principais atrações é o zoológico que é aberto para o público e não precisa pagar para entrar. Sou contra zoológicos, mas fica a dica para quem quiser conferir, já que a entrada é livre.

Saint-Paul-de-Vence: conheça o encantador vilarejo medieval em um dia

Grossas muralhas construídas no topo de uma colina protegem e escondem todo o encanto de um vilarejo medieval que parece ter parado no tempo. Saint-Paul-de-Vence é daqueles lugares que certamente vai fazer você cair de amores à primeira vista. 

Ir até o sul da França e não passar por Saint-Paul-de-Vence pelo menos uma vez é quase como ir a Paris e não ver ao Arco do Triunfo – ou quase isso. Exageros à parte, o fato é que, independentemente, do seu planejamento, recomendo dar um jeitinho de incluí-lo no seu roteiro. 

Por ser bem pequeno, um dia é suficiente para conhecer as principais atrações e ruazinhas graciosas que o vilarejo tem a oferecer. Veja nesse post dicas do que ver e fazer em Saint-Paul-de-Vence.

LEIA TAMBÉM: Côte d’Azur: o que você precisa saber antes de montar seu roteiro

O que ver e o que fazer em Saint-Paul-de-Vence

Vista da segunda entrada a partir do topo da muralha que cerca o vilarejo

Antes mesmo de ultrapassar os altos muros, o bar/restaurante Café de la Place dá as boas vindas aos visitantes em uma pracinha simpática onde locais costumam jogar pétanque, um jogo de bolas típico da região. 

Para entrar na cidadela, entretanto, é preciso ultrapassar a estreita e majestosa porta que corta a muralha. Logo na chegada, aproveite para subir na fortificação e apreciar a vista lá de cima. E então inicie o passeio explorando a vila despretensiosamente, pois cada ruela é um encanto só.

Seja para um almoço, jantar ou apenas um drink, não deixe de visitar o clássico restaurante La Colombe D’Or, por onde passaram artistas e intelectuais como Picasso, Van Gogh, Matisse, Sartre e Simone de Beauvoir. O restaurante, além de excelente, guarda até hoje obras de alguns deles e faz às vezes de pequeno museu.

A herança artística, aliás, é praticamente selo oficial do vilarejo e logo fica evidente após uma breve caminhada pelas ruelas, já que lojas e galerias de arte estão por toda parte. Não à toa, o Cemitério de Saint-Paul-de-Vence é também um dos pontos turísticos. Além de dispor de uma vista panorâmica excepcional, é lá onde está o túmulo de Marc Chagall. O pintor viveu por lá entre 1966 e 1885 e durante esses anos pintou muitas das paisagens locais.

Entre um passo e outro, você eventualmente irá se deparar com a Fonte de Saint-Paul-de-Vence. Construída em 1615 na Place de la Grande-Fontaine, bem no coração da cidadela, a fonte de estilo provençal possui quatro bicas d’água e foi um dos points favoritos dos artistas que frequentavam o local. 

Não leva muito tempo para conhecer o vilarejo de cabo a rabo. Portanto, após explorar cada pedacinho com calma, não deixe de visitar a Fondation Maeght, uma fundação privada que abriga obras de artistas modernos, como Miró. A entrada custa €16 e é gratuita para menores de 10 anos. A fundação fica fora da parte murada, mas está a uma curta caminhada de 20 minutos dali. De julho à setembro, há shuttles gratuitos para levar os visitantes. Encontre mais informações aqui.

Dando continuidade ao passeio, inclua também a La Chapelle Folon como parada. Erguida no século 17 e restaurada no início dos anos 2000, o local exibe o trabalho do artista belga Jean-Michel Folon, que passou muito tempo em Saint-Paul de Vence. Inspirada nos penitentes (movimento cristão em que se faz penitência pela confissão de pecados), a igreja abriga uma escultura de mãos abertas e belos vitrais. A entrada custa €7 por pessoa e é gratuita para crianças até 12 anos. A Capela dos Penitentes Brancos foi o último projeto em que Folon trabalhou antes de sua morte em 2005.

Para encerrar, siga até a Église Collégiale de Saint-Paul-de-Vence, cuja construção se estendeu do século 14 ao século 18. Os anos de trabalhos e obras resultaram em uma interessante mistura de épocas e estilos. A igreja não apenas foi elevada à categoria de colegiada em 1666, mas seu interior da era do Romantismo também foi aprimorado com obras da era Renascentista, incluindo afrescos e esculturas. Um dos principais destaques, no entanto, consiste na capela de São Clemente, construída no início da década de 1680 pela família Bernardi e que contém relíquias das catacumbas de Roma. A entrada é gratuita.

LEIA TAMBÉM: Roteiro Riviera Francesa: 7 dias por belas praias e vilarejos medievais

Onde comer em Saint-Paul-de-Vence

Terraço do restaurante Le Tilleul, na entrada do vilarejo

Quando bater a fome, uma ótima alternativa é restaurante o Le Tilleul, que conta com um terraço bem agradável para curtir os dias mais quentes, com pratos entre €20 e €30. Já para uma refeição mais rápida ou mais em conta, crepes são sempre uma boa pedida e é possível encontrá-los no The Artiste, de €12 a €20. 

Para um almoço ou jantar mais requintado, recomendo fortemente o icônico Le Saint Paul, que faz parte do Hotel Le Saint-Paul – entrou disparado na lista dos melhores restaurantes já fui. O preço é bem elevado, mas vale cada centavo. No jantar há duas opções de menu: o “Menu Gourmand” inclui entrada + prato principal + sobremesa por €76, enquanto o “Menu Dégustation” com seis pratos por €115. Pedimos o “Menu Gourmand” para cada e foi suficiente.

Gostou das dicas? Ficou alguma dúvida? Deixe aqui nos comentários! 😉

O que fazer: conheça as principais atrações da pitoresca Valparaíso

Situada a 120km da capital Santiago e carinhosamente conhecida pelos locais como “Valpo”, a cidade de Valparaíso, no Chile, não é exatamente bonita, mas carrega um charme bastante autêntico e interessante de se observar. A vibe pitoresca e despretenciosa dá o tom do lugar através das inúmeras casinhas coloridas e ruas antigas agraciadas por muitos murais de grafite.

Sou um pouco suspeita para falar desse destino, já que sou metade chilena. Meu pai nasceu justamente em…adivinha? Acertou: Valparaíso! E, por isso mesmo, minha primeira viagem internacional foi para lá, ainda muito criança. Fui com minha família muitas outras vezes para visitar meus parentes por lá e nunca me canso de voltar ao país.

Neste post você encontra dicas do que fazer em 1 dia pela cidade, passando pelos principais pontos e atrações da cidade portuária que surpreende seus visitantes.

Embora esteja praticamente grudada à vizinha Viña Del Mar, um balneário chique à lá Miami Beach, Valpo não ostenta a mesma sofisticação. Muito pelo contrário. Por ser uma área portuária, a cidade serve de porta de entrada para navios de carga que chegam ali todos os dias. Além disso, uma outra área do litoral é reservada aos pescadores que começam sua jornada logo cedo, antes mesmo do sol nascer, e voltam trazendo centenas de peixes e frutos do mar exóticos que você provavelmente nunca viu na vida – aliás, não deixe de experimentar a famosa “macha”. Repito: não deixe provar! 

Palacio Baburizza, no Paseo Yugoslavo, no topo do Cerro Alegre

Apesar do clima industrial, Valparaíso é muito mais do que isso e dispõe de personalidade própria e muito distinta. A topografia do lugar não é menos inusitada. Formada por diversos morros – os chamados “cerros” – a cidade é dividida entre a parte baixa e alta. O mais famoso e turístico deles é o Cerro Alegre, local onde residiam as famílias de origem inglesa e alemã e que hoje abriga bons restaurantes e hotéis. A vista lá de cima também faz o passeio valer a pena: as centenas de casinhas coloridas aparecem permeadas pelo azul do Oceano Pacífico, como num quadro.

Logo ao lado está outro morro famoso, o Cerro Concepción, também com uma vista magnífica sobre o mar e o porto. Não deixe de andar tranquilamente entre as ruas que circundam os dois morros. É por lá que estão os melhores grafites e também paradas famosas para fotos, como o Paseo Gervasoni e a Pasaje Gálvezcomo. Além da Escalera Fischer (ao lado do Casa Volante Hostal) e a Escalara Piano. Praticamente versões chilenas da Escadaria Selarón, no Rio de Janeiro – que aliás, coincidentemente ou não, foi decorada pelo artista chileno Jorge Selarón.

Um dos 15 ascensores que ainda estão em funcionamento em Valparaíso

Para subir em qualquer um desses morros, se você não estiver de carro (e eu, particularmente, não aconselho alugar um por conta das subidas íngremes e ruas sinuosas), é necessário pegar um dos 15 elevadores – ou “ascensores” – que se espalham por lá.

Quem já assistiu o filme sobre a história do Che Guevara, ‘Diário de Motocicleta’ (quem ainda não assistiu, recomendo!) talvez se lembre da cena em que Che, ainda jovem, visita o Chile e aparece subindo em um elevador antigo de madeira. Pois é, os elevadores não mudaram nadinha, continuam antiguíssimos e parecem nunca ter sido reformados desde sua fabricação no início do século XX. Eles sobem lentamente, como se nunca fossem chegar lá no topo, mas, acredite, ele chega. E a vista lá de cima vai valer a pena o friozinho na barriga que você sentiu.

Grafites espalhados pelas ruas ao redor do Cerro Concepción e Cerro Alegre

Outra forma de chegar até um dos cerros é de táxi ou, se preferir, com um dos chamados “colectivos” – carros que se assemelham aos táxis comuns, porém operam mais como um ônibus. Eles percorrem rotas específicas e vão pegando e deixando pessoas ao longo do caminho. São muito mais baratos do que os táxis e ao mesmo tempo mais confortáveis do que os ônibus, já que sobem no máximo 4 pessoas. (Uber carpool já existia por lá faz tempo!). Dica: é possível usá-los como táxis convencionais pagando pela tarifa de 4 pessoas, garantindo assim que o motorista não irá parar para pegar mais ninguém no caminho.

A La Sebastiana, uma das casas onde viveu o poeta chileno Plablo Neruda, hoje em dia é um museu e também outra atração imperdível na cidade. Há visitas guiadas de aproximadamente uma hora e a entrada custa em torno de R$40 (aberto de de terça à domingo, das 10h às 18h). Também não deixe de tirar uma foto em frente à imponente construção da Armada do Chile, localizada na Plaza Sotomayor.

Prédio da Armada do Chile, na Plaza Sotomayor

Se o tempo estiver bom e ainda estiver com tempo, vale ainda seguir na direção do mar, logo em frente da Armada, para fazer um passeio de barco pela baía. Aproveite e dê um alô para os lobos marinhos que ficam por lá tomando sol preguiçosamente nas rochas e boias.

E você, já conhece ou tem vontade conhecer Valparaíso? Compartilhe aqui nos comentários sua experiência ou o que gostaria de ver! 🙂

La Maddalena: tudo o que você precisa saber sobre esse paraíso bem guardado na Sardenha

Grécia, Croácia, Malta, Ilhas Canárias….não é novidade que o litoral europeu abriga praias lindíssimas, com águas cristalinas e estrutura de turismo para ninguém botar defeito. Mas entre tantos destinos hypados como esses, muita gente deixa de lado um pedacinho ainda pouco explorado do Velho Continente: a Sardenha.

Banhada pelo mar Tirreno (formando a famosa Costa Esmeralda ao leste) e quase colada na vizinha Córsega, a ilha que pertence à Itália parece conseguir permanecer intacta ao turismo de massa, apesar de dispor de algumas das praias mais incríveis da Europa. Com exceção da luxuosa Porto Cervo, onde milionários circulam com seus yachts e batem ponto em lojas de grife, o restante da ilha da Sardenha permanece (quase) intocado – e que continue assim!

Entre as terras não tão exploradas, destaca-se o  arquipélago de La Maddalena, formado por inúmeras ilhas, sendo a principal e maior delas a homônima Maddalena. Embora haja grande fluxo de visitantes, a estrutura para turismo está longe de ser como a de balneários como Mallorca, Ilhas Canárias e cia. Mantendo sua essência e simplicidade, o arquipélago ao norte da Sardenha esconde praias paradisíacas isoladas, inúmeras trilhas e até mesmo a casa onde faleceu Giuseppe Garibaldi, o general guerrilheiro que liderou a Revolução Farroupilha no Brasil e lutou em diversos conflitos na Europa.

Veja nesse post um guia completo com tudo o que você precisa saber sobre La Maddalena!

Como chegar e se locomover em La Maddalena

Não se engane. Apesar de ser uma ilha, a Sardenha dispõe de um território bastante extenso. Prova disso, são seus 3 aeroportos como porta de entrada: um ao sul, Cagliari-Elmas (CAG), e dois ao norte, Alghero-Fertilia (AHO) e Ólbia (OLB)

Dentre eles, Ólbia é o mais recomendado para quem vai à La Maddalena (voei a partir de Veneza pela Air Italy). De lá, é preciso seguir até o porto de Palau, a 42km do aeroporto, e de onde saem ferrys até a ilha de Maddalena – um a cada 15 minutos de junho à setembro e a cada 30 minutos na baixa temporada. 

A travessia leva aproximadamente 15 minutos e não é necessário comprar os tickets com antecedência. O valor da passagem irá depender do tamanho do carro e da quantidade de pessoas – um carro de tamanho padrão e dois adultos sai por volta de 34 EUR. Veja mais informações aqui e aqui

É possível ainda ir do aeroporto de Ólbia até Palau de ônibus. Mas vale ressaltar que alugar um carro é extremamente necessário para circular entre as praias, portanto a melhor opção é fazer a locação já no aeroporto. 

Como alugar carro em La Maddalena

A uma curta distância da área de desembarque no aeroporto de Ólbia, um saguão externo com inúmeras opções de agências de locação de veículos dá as boas vindas aos turistas. Há agências desde as mais conhecidas como Hertz e Europcar à empresas menores e também locais, que costumam ter valores mais em conta. Aluguei com a empresa Budget e paguei cerca 300 EUR por 11 dias (de lá iríamos até Cala Luna e Porto Cervo).

Faça a reserva com antecedência para evitar correr o risco de ficar sem carro e estragar suas férias, especialmente durante a alta temporada. Mas fique atento: não recomendo fazer reserva por sites terceirizados como Holidayscars.com. Tive um problemão com eles e o atendimento ao cliente foi péssimo. O melhor é sempre fazer a reserva diretamente no site da empresa. Além disso, tenha sempre um cartão de crédito quando for alugar um veículo. As agências costumam cobrar uma quantia calção bastante salgada para quem não possui cartão de crédito.  

Quando ir para La Maddalena

A melhor época para curtir o calor e as praias é do início de junho ao final de setembro, que é o período da alta temporada. Por isso mesmo, tenha em mente que os custos são mais elevados.

Maio e outubro também costumam ter dias quentes, mas noites mais frescas. A temperatura varia em torno dos 22 graus durante o dia e 14 graus durante a noite. Em compensação, por ser baixa temporada, é possível encontrar acomodações mais em conta.

Quanto tempo ficar em La Maddalena

La Maddalena é desses destinos para curtir as faixas de areia macia e a água cristalina do mar. Quatro dias inteiros são ideais para conhecer as principais praias da região. E de lá separar mais alguns dias para conhecer alguma outra parte da Sardenha, como a Cala Gonone e Porto Cervo.

Em Maddalena há muitos passeios de barco para as ilhas vizinhas, como Caprera e Spargi, onde estão as praias mais bonitas da região. Além disso, tire um dia para explorar as ruas e restaurantes de Maddalena. 

Quanto custa ir à La Maddalena

Imagens que fizemos com o drone de uma das praias da ilha de Spargi!

Se comparada à outras praias mais badaladas da Europa, a Sardenha não está entre os destinos mais caros (com exceção de Porto Cervo!). Na verdade, a ilha conseguiu se resguardar da agitação que tomou conta de outras praias paradisíacas como Ibiza, Maiorca, Mykonos, entre outras. 

Muitas partes da ilha ainda contam com pouca estrutura para turistas, fazendo dela um destino muito mais autêntico e perfeito para quem busca mais sossego e contato com a natureza. Algumas das melhores praias só podem ser alcançadas por meio de longas trilhas, sem muitas indicações, e, claro, sem quiosques ou restaurantes. Por isso mesmo, se economiza com comida também, já que levar sua refeição para um piquenique na praia após a longa caminhada é altamente recomendado. 

passagens a partir de diversas cidades da Europa, mas o valor pode variar muito entre cerca 90 EUR e 300 EUR. O aluguel de carro acaba saindo por aproximadamente 25 EUR a diária, então o valor final irá depender da duração da estadia. Já a acomodação, tanto hoteis ou casas de temporada pelo Airbnb saem por uma média de 70 EUR por noite.

Onde ficar em La Maddalena

Por contar com estrutura mais modesta para turistas, não espere encontrar muitos hotéis enormes ou resorts por lá. Afinal, esse é o charme de La Maddalena. O centrinho da ilha Maddalena é pequeno e se concentra na parte sul da ilha. Recomendo se hospedar próximo ao centro caso queira ter a facilidade de ir à pé aos restaurantes e estar perto de onde saem a maioria dos tours de barco.  

O hotel Excelsior e a pousada Locanda Dal Genovese possuem excelente localização. Por trabalhar no Airbnb e receber um voucher a cada trimestre (valeu Airbnb!), optei por ficar neste Airbnb aqui a uma curta distância da principal rua da ilha de Maddalena. A casa é bem equipada e bastante espaçosa. Apesar de estarmos em dois, foi o melhor custo-benefício considerando também a localização.

LEIA MAIS: Conheça as melhores praias do arquipélago de Maddalena, na Sardenha

O que fazer em La Maddalena

Chegando à Cala Coticcio depois da longa trilha. Vale a pena ou não vale? =)

Embora Maddalena seja a ilha única habitada do arquipélago de La Maddalena, é possível se locomover e visitar algumas das suas vizinhas. Não deixe de visitar a ilha de Caprera, que abriga a praia mais linda da região, a Cala Coticcio (prepare-se, é claro, para uma longa trilha, mas que valerá a pena!). Há uma ponte ligando Caprera à Maddalena então é possível fazer a travessia de carro e visitar muitas outras praias lindíssimas.

Outro passeio imperdível é o tour de barco pelas magníficas praias das ilhas Spargi, Budelli, Santa Maria e Razzoli, onde há também as praias com as águas mais azuis que você vai ver por lá. Há opções para alugar e dirigir seu próprio barco (cerca de 100 EUR) ou fazer uma excursão em grupo (com média de 30 a 40 pessoas) em um barco maior, caso você não se sinta seguro para dirigir seu próprio barco. Para qualquer uma delas, basta se dirigir até a marina no centrinho da ilha e negociar o valor com as muitas empresas que montam seus pequenos quiosques por ali. Algumas delas são: Exclusive Boats, Noleggio, Aqua Speed, Nautilus e Elena Tour Navigazioni (essa última para excursões em barcos maiores)   

Onde comer em La Maddalena

Frutos dos mar em um dos melhores restaurantes de Maddalena. Recomendo!

Dois estabelecimentos em especial ficaram na minha memória e certamente vão fazer a sua estadia ainda mais especial. O restaurante Il Ghiottone é desses lugares que quase passam despercebidos por quem caminha distraidamente por perto. A portinha pequena e estrutura modesta enganam. O restaurante serve pratos de altíssima qualidade, com foco em peixes e frutos do mar.

Para uma sobremesa, não faltam gelaterias, mas não há nenhuma na ilha tão boa quanto a Dolci Distrazioni que prepara sorvetes artesanais de lamber os dedos, com destaque especial ao sorvete de chocolate amargo deles. Não deixe de provar!

Veja aqui o roteiro completo na Sardenha para ajudar sua programação:

Roteiro:

02/06 à 03/06 – Veneza (1 dia completo)

04/06 – Dia de viajar de Veneza à Olbia e La Maddalena

05/06 à 08/06 – La Maddalena (4 dias completos)

09/06 – Dia de viajar de La Maddalena até Cala Gonone

10/06 à 11/06 – Cala Gonone (2 dias completos)

12/06 – Dia de viajar de Cala Gonone até Porto Cervo

13/06 – Porto Cervo (1 dia completo)

14/06 – Ir de Porto Cervo de volta até o aeroporto de Ólbia

E você, já conhece ou tem planos de conhecer a Sardenha? Compartilhe aqui nos comentários 🙂

Roteiro Riviera Francesa: 7 dias por belas praias e vilarejos medievais

Chame-a como lhe convir: Côte d’Azur, Costa Azul ou Riviera Francesa. Seja qual for a nomenclatura, uma coisa é fato: a região localizada no sul da França dispõe de um mix maravilhoso de praias, campos e colinas, espalhados entre diversas cidades e vilarejos

Seja de trem ou de carro, saiba que cenários panorâmicos de cair o queixo são garantidos. E, entre as belíssimas paisagens, ótima gastronomia, vibe praiana, cidades medievais e cena cultural agitada, fica difícil decidir por qual cidade passar. A boa notícia é que a distância entre muitas delas é curta – cerca de 30 a 40 minutos de carro ou trem – portanto é possível conhecer um pouquinho de cada.

Recomendo montar base em Nice para fazer, a cada dia, um bate-volta para uma cidade diferente. Veja neste post uma sugestão de roteiro de 7 dias pelas regiões da Provence e Côte d’Azur:

LEIA TAMBÉM: Côte d’Azur: o que você precisa saber antes de montar seu roteiro

Dia 1 – Nice

A quinta cidade mais populosa da França é também um dos destinos mais visitados do país. E não é para menos. Nice tem de tudo um pouco: praia, museus, bons restaurantes, construções históricas, ótimas ruas para compras e uma cena noturna animadíssima – um verdadeiro mix de atrações que faz do local um destino imperdível para qualquer gosto. 

Além disso, Nice dispõe de uma energia e vigor difícil de não serem notados. A famosa Promenade des Anglais, onde está o calçadão da praia vibra com turistas e locais que passeiam à pé, de bicicleta, patins, etc., e é um ótimo ponto de partida para começar o passeio. Passei apenas um dia na cidade e consegui ver bastante coisa, mas, caso tenha tempo, fique mais um dia ou dois para aproveitar com calma.

Dia 2 – Saint-Paul-de-Vence

Parada mais que obrigatória para qualquer pessoa que visita o sul da França. Situado no topo de uma colina e cercado por uma muralha, esse pequeno vilarejo medieval está a menos de 30 minutos de carro (13km) do aeroporto de Nice e é um verdadeiro reduto de artistas e galerias de arte, que se espalham por cada esquina. A herança vem de artistas renomados que passaram por ali, como Matisse, Chagall e Simone Signoret. 

As ruelas, cheias de história, são um charme por si só. Então aproveite para caminhar com calma e prepare-se para comer bem. Apesar de pequeno, o vilarejo dispõe de excelentes restaurantes. Mas, por estar sempre lotada de turistas, recomendo fazer reserva com antecedência. 

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Dia 3 – Cannes

Difícil imaginar que Cannes já foi uma aldeia de pescadores e agricultores até o início do século XIX. Famosa pelo Festival de Cinema Internacional, a cidade hoje é sinônimo de glamour e sofisticação. Basta uma rápida caminhada pela avenida principal, a La Croisette, para se deparar com lojas de grife e hotéis luxuosos.

Mas não se engane, Cannes não é só isso. Apesar da fama, a cidade é mais modesta do que parece e resguarda muita história também. A parte antiga esconde ruazinhas estreitas e restaurantes despretensiosos que contrastam com o restante da cidade. Embora eu tenha considerado a cidade bastante “overrated”, por não ser tudo aquilo que dizem, ainda assim vale a visita, com destaque especial ao centro velho, o Suquet. Aproveite ainda a praia, que diferente de Nice, é formada de areia e não pedrinhas.   

Dia 4 – Mônaco

País da Fórmula 1, do casino à la James Bond, dos yatchs e de dos carrões, Mônaco é provavelmente a cereja do bolo de todo o luxo e ostentação da Côte d’Azur. 

Em termos de tamanho, o principado da família Grimaldi perde apenas para o Vaticano e ocupa o segundo lugar no pódio de menor país do mundo. E, sem dúvida, abriga algumas das maiores contas bancárias também. Seus pouquíssimos 2km quadrados de extensão se dividem em 4 distritos: Monaco-Ville, Condamine, Monte Carlo e Fontvieille. 

Apesar do tamanho enxuto, Mônaco tem bastante a oferecer aos turistas. Ruas e avenidas sinuosas se intercalam entre um sobe e desce de casas e prédios. A praia não é das mais bonitas, mas assim como Cannes é palco de uma realidade luxuosa paralela, interessante de ser observar. Além disso, está aí um país a mais para riscar da sua lista. 😉

Dia 5 – Villefranche-sur-Mer e Éze Village

Basta pegar a estrada que permeia o mar mediterrâneo na mesma direção de Mônaco para se deparar, no meio do caminho, com a elegante e bem-cuidada Villefranche-sur-Mer. Apesar do trânsito caótico em certas partes do dia, paisagens lindas são garantidas durante o percurso. É possível chegar de trem também.

A praia, que assim como Cannes, é formada por areia, se estende pela orla quase como um convite para que o visitante jogue uma toalha e aproveite o sol que dá as caras quase o ano inteiro. Caso esteja com trajes de banho, dê um mergulho no mediterrâneo e aproveite um dos inúmeros restaurantes no calçadão da praia para almoçar ali mesmo

De lá, siga de carro ou de ônibus até o topo da colina onde encontra-se Èze-Village, este outro vilarejo medieval que trava uma disputa acirrada com Saint-Paul-de-Vence em termos de fofura. Também cheia de ruazinhas charmosas, comida boa e herança artística, por ter acesso um pouco mais difícil do que Saint-Paul-de-Vence, a vila parece guardar ainda um resquício da sua essência e tranquilidade. 

Em tempo: Infelizmente, durante minha visita percebi que estão construindo um estacionamento enorme por perto que, sem dúvida, irá tirar um pouco do sossego do local. Ainda assim, não deixe de ir!

Dia 6 – Antibes e Théoule-sur-Mer

Inclua Antibes no roteiro já que ela está no meio do caminho. Pacata e muito mais despretensiosa do que a vizinha Cannes e da agitada Nice, Antibes tem ares de cidade do interior embora seja litorânea. 

O diminuto centro antigo, cercado por uma muralha, e o simpático coreto na pracinha central dão o ar interiorano ao local. Passeie tranquilamente entre as ruelas e aproveite para levar seu traje de banho e curtir o dia na praia. Uma opção, caso esteja com menos tempo é fazer Antibes e Cannes no mesmo dia, já que as duas cidades estão a 12km de distância. 

Caso contrário, siga até Théoule-sur-Mer, uma parte muito menos explorada pelos turistas estrangeiros, mas muito recomendada pelos locais para quem busca um bom banho de mar. Encontre seu espacinho ao sol na Plage du Château, sem dúvida uma das melhores praias para relaxar e nadar que passei (mas atenção: não espere praias como no Brasil, porque você irá se decepcionar). Quando a fome bater, recomendo fortemente o restaurante Les Voiles de Théoule, que oferece pratos deliciosos e bem-servidos de frutos do mar, pastas e carnes. 

Dia 7 – Grasse

O último dia da viagem pode ser dedicado a uma dobradinha para alguma das cidades do roteiro. Ou pode ser ainda uma oportunidade para explorar um pouco mais a fundo a região da Provence. 

A cerca de uma hora de Nice (de carro ou de trem) está Grasse, cidade famosa pelos perfumes e campos de flores. Rosas, lírios, jasmins e outras tantas espécies têm servido de fonte para a indústria da perfumaria desde o século XVI. Marcas famosas como Dior, Chanel e Givenchy criaram perfumes famosos a partir das flores locais.

Não à toa o Museu Internacional da Perfumaria é uma das principais atrações da cidade e dispõe de uma série de artefatos e informações que contam a história do perfume na região e no mundo. Já a Parfumarie Fragonard oferece tours guiados que mostram o processo de produção das fragrâncias, enquanto na Parfumerie Galimard visitantes podem criar seu próprio perfume. É possível ainda visitar alguns dos jardins de flores. Encontre mais informações sobre os passeios aqui

Canadá: conheça o charme e tranquilidade de Niagara-on-the-Lake

A algumas horas de Toronto todo o ritmo frenético da cidade grande dá lugar à típica paz interiorana em uma cidadezinha que é puro charme: Niagara-on-the-Lake – um daqueles lugares que parece casinha de bonecas.

Com estilo vitoriano, sem cercas ou qualquer tipo de proteção, as construções foram tombadas e o local parece ter parado na história. Vale ressaltar que Niagara-on-the-Lake foi a primeira capital de Ontario, mas perdeu o posto por ser muito próxima dos Estados Unidos.

Destino de alto padrão, é comum ver casas à venda pela Sotheby’s e nenhuma por menos de 1 milhão de dólares (Ouch!). O charme bucólico com clima romântico também atrai muitos casais que vão para passar lua-de-mel. Mas você encontrará também muitas famílias e turistas que passeiam por lá para curtir a tranquilidade do lugar. Além de muitas carruagens disponíveis para fazer um pequeno tour pela cidade.

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Passeio de carruagem com uma companhia canina =)
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Com apenas 15 mil habitantes, Niagara-on-the-Lake fica a 38 km de Niagara Falls – cidade batizada assim por ser palco das Cataratas do Niagara, uma das sete maravilhas do mundo. É possível conhecer as duas regiões no mesmo dia. Mas um final de semana é o ideal para passear sem pressa e, inclusive, aproveitar para conhecer algumas das inúmeras vinícolas da região.

Apesar de não serem muito conhecidos internacionalmente, os vinhos canadenses são de qualidade surpreendente. Já os “Ice Wines”, néctar extraído de uvas congeladas, se tornaram ícone do país. O sabor é docinho e vai super bem com sobremesas.

Na região de Ontário há mais de 100 vinícolas – a maioria delas estão agrupadas nas proximidades de Niagara-on-the-Lake. Para quem gosta de conhecer um pouquinho de cada, a dica é ir durante o mês de maio, quando é primavera e é possível fazer um tour por 27 vinícolas. O Passeio Wine and Herb acontece de sexta a domingo e sai por aproximadamente 43 dólares canadenses.

Tive a chance de conhecer a vinícola Inniskillin (veja o site aqui) e adorei a experiência mesmo não sendo muito fã de vinhos. O tour começa com um passeio pela fábrica, onde é possível entender como acontece todo o processo de produção, e segue pelo subsolo, onde a bebida é armazenada nos barris. O passeio segue então para a parte de fora, onde as uvas são plantadas e termina com uma degustação de 4 ice wines harmonizados com 4 sobremesas diferentes. No meio do tour os visitantes ainda recebem uma taça de vinho acompanhada de ostras.

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Quem está com viagem marcada para Toronto, fica a dica. Dê uma esticadinha até as cidades de Niagara-on-the-Lake e Niagara Falls. Este site oferece informaçãoes sobre outros tours pelas vinícolas e outras atrações da região: http://wineriesofniagaraonthelake.com/

Budapeste: 5 atrações imperdíveis na capital da Hungria

Voltei de Budapeste com a sensação de ter conhecido uma das cidades mais lindas da Europa – sem exageros. A capital da Hungria abriga construções antigas e majestosas que impressionam por seus detalhes e não nos deixam esquecer a magnitude e o poder do Império Áustro-Húngaro durante os anos de 1867 e 1918.

Belíssimas pontes atravessam o rio Danúbio, o maior da Europa, e fazem a junção entre os lados Buda e Peste. O primeiro é o lado ocidental da cidade e antigamente costumava ser a capital do país. Peste refere-se à porção oriental, parte mais plana da cidade, onde encontra-se a maior parte das atrações.

Em contrapartida, a perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial e o comunismo que se instalou em seguida também deixaram marcas e remontam a um período não tão glorioso do país. Ou seja, Budapeste é um mix de uma história poderosa e também de tempos de sofrimento e conflito sócio-político. Talvez isso explique também o humor um tanto carrancudo do povo húngaro. Muitos deles são bem rudes e parecem odiar dar informações aos visitantes. Ah, a maioria também não fala inglês…Por isso respire fundo, se prepare para algumas respostas ásperas e capriche nas mímicas! Com paciência e um pouco de sorte você encontrará alguém disposto a ajudar.

Ainda assim, vale ressaltar, Budapeste é linda e apaixonante. Por ser uma cidade grande – com cerca de 3,2 milhões de habitantes – são tantas as atrações turísticas que 3 dias é o mínimo necessário para curtir bem o lugar. Aqui estão cinco delas que você não pode perder:

O que fazer em Budapeste

Parlamento de Budapeste

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Impossível não notar a monumental construção às margens do Rio Danúbio. Com seu estilo neogótico, o Parlamento Húngaro é o segundo maior da Europa, perdendo apenas para o britânico, que foi construído mais tarde com inspiração no de Budapeste. A visita ao interior do edifício só pode ser feita com visita guiada. Acredito que seja por questões de segurança, já que ele ainda serve como sede política. E a entrada vale super a pena, pois a parte interna é tão impressionante quanto a de fora.

Há tours guiados em diversos idiomas – inglês, espanhol, italiano, alemão etc – mas infelizmente não tem nenhum em português. Acabamos escolhendo a opção em italiano (que eu nem falo!), já que teríamos que esperar muito tempo para o tour em inglês. Em todo caso, fique atento, pois cada visita tem horários específicos para iniciar e duram cerca de 1 hora. Se prepefeir, é possível reservar e comprar o ingresso pela internet (aqui). Aproveite a localização para ver outras atrações importantes no entorno, como os Sapatos do Danúbio (esculturas de sapatos de bronze colocados na margem do rio para lembrar o sofrimento dos judeus durante a guerra) e a Basílica de São Estevão.

Entrada:

5,200 HUF (para não-europeus) – €16 euros (aprox).

2,600 HUF (para estudantes não-europeus) – €8 euros (aprox.)

Mais informações: Site oficial do Parlamento

Localização: H-1055 Budapest, Kossuth tér 1-3

Como chegar: estação de metrô Kossuth Lajos

 

Castelo de Buda

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Também chamado de Palácio Real, o Castelo de Buda foi construído no século XII no pico de uma colina, a 170 metros acima do rio Danúbio. Mas teve de ser praticamente todo reconstruído após o bombardeio que destruiu a cidade durante a Segunda Guerra Mundial.

Atualmente ele abriga a Galeria Nacional Húngara e o Museu da História de Budapeste. A entrada para as mediações do castelo é gratuita, mas se quiser visitar algum dos museus é preciso pagar pela ingresso. O distrito do castelo também é cheio de outras atrações imperdíveis, como o Labirinto subterrâneo do castelo (super recomendo!), a Igreja de São Matias e o Bastião dos Pescadores, de onde se tem umas das vistas mais bonitas da cidade, especialmente quando a luz do dia vai embora e se pode ver ao longe o Parlamento todo iluminado. É de cair o queixo! Aproveite ainda mais a vista subindo em uma das torres do Bastião dos Pescadores, onde há um pequeno café com terraço.

O trajeto até o castelo pode ser feito usando um funicular que é puro charme. Ele fica situado bem em frente à Ponte das Correntes (a primeira a unir Buda e Peste) e a subida custa 1200 HUF (aproximadamente €4). Aconselho chegar ao topo usando o funicular e depois descer à pé pelas escadarias do Bastião dos Pescadores.

Entrada: gratuita

Mais informações: aqui

Localização: Budapest, Szent György tér 2, 1014 Hungary

Como chegar: Não há muitas estações no lado Buda. O jeito mais fácil é descer na estação Vörösmarty do metrô e atravessar a ponte. Se estiver hospedado no centro, é possível ir caminhando até o funicular.

 

Avenida Andrassy

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Nomeada Patrimônio Mundial da UNESCO, a Avenida Andrassy é nada menos que a Champs Elysées de Budapeste. Casarões e palácios neorenascentistas dão charme ao local e hoje viraram fachadas de lojas de grife e embaixadas internacionais. Ali também se encontra a Ópera Nacional e o Museu Casa do Terror. Este último exibe importantes artefatos sobre os regimes fascista e stalinista.

A parte mais luxuosa fica no início da avenida, no cruzamento com a Teréz körút. Mas à medida que se caminha até a outra ponta, já quase no final do trajeto, as lojas de grife dão lugar a pequenos mercados e restaurantes mais singelos. O ponto final é a famosa Praça dos Heróis, palco do Monumento do Milênio, construído para celebrar os mil anos da Hungria. Em seu entorno estão o Museu de Belas Artes e o Palácio da Arte.

Como chegar: a estação Bajcsy-Zsilinszky fica bem no início da avenida.

 

Mercado Central

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Logo ao lado da belíssima Ponte da Liberdade está o Mercado Central de Budapeste. Ali, diversas barracas oferecem variados tipos de frutas, legumes, carnes e páprica, muita páprica! Já o andar de cima é dedicado à venda de artesanatos e bordados, além de ter um restaurante e barraquinhas com comida. Aproveite para experiementar uma comida de rua típica da Hungria: o Langos, uma espécie de massa frita, coberta com molho e queijo. Parace um pouco sem graça à primeira vista, mas é uma delícia, além de bem baratinho!

A prédio que abriga o mercado foi construído em 1897 e tem autoria de ninguém menos que o arquiteto Gustaf Eiffel, o mesmo da torre de Paris. =) Dito isso, fica mais fácil entender o estilo arquitetônico do interior do mercado, cujo teto é repleto de arcos de ferro.

Entrada: gratuita

Localização: Vámház körút 1-3

Como chegar: estação Fővám

Banhos Termais

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Széchenyi
Gellert
Gellert

Não cometa o erro de ir embora sem conhecer pelo menos uma das famosas termas! Herança dos romanos e da invasão turca na região, os banhos termais fazem parte da cultura húngara há centenas de anos. São cerca de 28 termas espalhadas pela capital, sendo que algumas delas estão em atividade há mais de 500 anos.

Para os habitantes, as casas de banho não são apenas um lugar para relaxar, mas também um ponto de encontro para se reunir com amigos e jogar conversa fora. Para os turistas, é sem dúvida, uma atração interessante, obrigatória e super bem-vinda, especialmente depois de um longo dia de “bateção de perna” pela cidade.

As águas quentinhas variam entre 35 ºe 40º Celsius, e saem diretamente do subsolo. Além disso, por possuirem grande concentração de cálcio, magnésio e bicarbonato de sódio, acredita-se que elas são medicinais e podem curar diversas doenças.

As casas de banho mais famosas são a Széchenyi e a Géllert. A primeira é a mais popular e possui três grandes piscinas externas. Já a segunda é mais sofisticada e a piscina externa fica aberta apenas durante o verão. Recomendo ir às duas se estiver com tempo, pois elas são bem diferentes uma da outra.

A entrada dá direito a um armário ou a uma cabine para se trocar, dependendo da opção escolhida. Também é possível alugar toalhas e roupas de banho se precisar.

Széchenyi

Entrada: Cabine: 5000 HUF (Dias de semana)/5200 HUF (Fim de semana)

Armário: 4500 HUF (Dias de semana)/4700 HUF (Fim de semana)

Localização: Állatkerti krt. 9-11, 1146

Como chegar: estação Széchenyi fürdő 

Géllert

Entrada: Cabine: 5300 HUF (Dias de semana)/5500 HUF (Fim de semana)

Armário: 4900 HUF (Dias de semana)/5100 HUF (Fim de semana)

Localização: Kelenhegyi út 4, 1118

Como chegar: estação Szent Gellért tér

Mais informações: aqui

O que fazer: roteiro de 3 dias em Praga

Quando comecei a fazer minha pesquisa sobre as atrações turísticas em Praga, capital e maior cidade da República Checa, me deparei com uma matéria a comparando à Paris. Achei um tanto exagerado e, por isso, preferi não criar muitas expectativas. Segui em frente na preparação do roteiro esperando encontrar uma cidade bonita mas nem aos pés da capital francesa.

Não era exagero nenhum. Descobri que Praga não fica muito atrás da Cidade Luz quando se fala em charme e romantismo. Repleta de construções medievais, a capital checa fica ainda mais linda à noite, quando as luzes amareladas imprimem o tom e o clima sedutor do lugar. Em cada esquina você encontrará um bar ou restaurante com ar simpático e bem decorado.

Três dias foram suficientes para conhecer as principais atrações, já que a grande maioria delas fica na região do centro velho – formato clássico das cidades europeias. Veja aqui uma dica de roteiro para você não perder nenhum detalhe importante da “Cidade das Cem Cúpulas”!

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Comece pelo começo. Ou seja, comece pela Praça da Cidade Velha, o principal marco de Praga e, sendo assim, um bom ponto de partida. Ali mesmo você encontrará três importantes monumentos: a torre da antiga prefeitura, a Catedral Týn e a Igreja São Nicolau.

A torre da antiga prefeitura abriga o belíssimo relógio astronômico. Construído no século XV, ele mostra não só as horas, mas também a posição da lua e das estrelas, os signos do zodíaco e as estações do ano. De hora em hora, uma pequena surpresa acontece: bonequinhos de madeira saem do relógio em uma celebração pela passagem do tempo. Nâo deixe de vê-lo também pela noite, se possível, já que a as luzes realçam a beleza e o dourado do relógio.

É possível ainda subir na torre da antiga prefeitura por apenas 120 coroas checas, aproximadamente 4.5 euros. Lá de cima você terá uma das vistas mais privilegiadas da cidade. O horário de funcionamento é das 11h às 22h às segundas-feiras e das 9h às 22h, de terça a domingo.

Da praça, é possível ir para qualquer lugar da cidade, mas siga pela rua Pařížská, famosa pelas lojas de grife, para chegar ao antigo bairro judeu de Praga, também chamado de Josefov. Acredita-se que os judeus se instalaram por ali no século X, mas após sofrerem ataques, passaram a viver no bairro cercado por um muro que hoje não existe mais. Na rua U Staré školy está a Sinagoga Espanhola e do lado dela você verá a estátua de Franz Kafka, autor da importante obra literária “A Metamorfose” (Um livro, aliás, que li quando estava na escola e recomendo muito a leitura).

A poucos minutos dali está a elegantíssima Ponte Carlos, que, não à toa, é um dos principais cartões postais da cidade. Liberada apenas para pedestres, a ponte é palco de um aglomerado de artistas de rua e turistas que passam por ali todos os dias. Construída em 1357 pelo rei Carlos IV em estilo gótico, ela era o único meio de atravessar o rio Vltava, também conhecido como rio Moldava.

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Reserve o segundo dia para conhecer o outro maior cartão-postal da cidade: o Castelo de Praga. Mas aviso: não vá esperando encontrar um castelo medieval, pois não há. O castelo é na verdade um palácio de aspecto mais “moderno”, digamos. Mas no mesmo complexo está a Catedral de São Vito, que, com seu estilo gótico, surpreende seus visitantes e tem entrada gratuita. Por isso, não fique desapontado, o passeio vale a pena.

O complexo do castelo de Praga é na verdade considerado o maior do mundo pelo livro de recordes do Guinness. Ele se encontra na Colina Hradcany e atualmente serve como residência presidencial. Uma manhã é suficiente para passear pelo local – isso se você não pretender entrar em todos os museus e galerias que fazem parte do complexo.

Aproveite enquanto está na mesma margem do rio Vltava para conhecer o bairro de Mala Strana e tirar fotos em frente ao Muro John Lennon – E aqui você deve estar se perguntando o que John Lennon tem a ver com Praga, certo? Na verdade: nada. Ou pelo menos, não diretamente. Mas após a morte do ex-Beatle, quando a República Checa ainda vivia sob o regime comunista soviético, a imagem de Lennon foi usada para representar a paz e a liberdade de expressão no país e o muro foi pintado em sua homenagem.

Se a luz do dia ainda estiver dando as caras até essa parte do seu roteiro, aproveite então para fazer um passeio de barco pelo rio. Há uma enorme variedade de passeios. Infelizmente não tive tempo de fazê-lo, mas sei que basta ir até a margem do rio para ver os estandes que oferecem o tour. O de uma hora custa em torno de 11 euros. Há também muitas agências de turismo oferecendo o pacote na Praça da Cidade Velha.

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A Praça Venceslau é outra atração importante da cidade. Embora eu não tenha achado nada de especial, ela tem seu valor por já ter sido palco de grandes manifestações e eventos. Em uma de suas pontas está o Museu Nacional de Praga, assim como a Estátua de Venceslau, um antigo duque da Boêmia.

Aproveite a localização para fazer compras na rua Pirikope e depois siga para a emblemática Casa Dançante. Este prédio de arquitetura excêntrica foi criado pelo arquiteto Vlado Milunic em parceria com o canadense Frank Gehry e serve como um conjunto de escritórios. No topo da construção há um restaurante e um café bem bacana que oferece uma bela vista da cidade, além de um chocolate quente que é uma delícia!

De lá, para não se esquecer da forte ligação de Praga com o escritor Franz Kafka, rume para a rua Charvátova. Em frente a uma galeria, você irá encontrar a escultura mecânica da cabeça do escritor que gira em torno de si. Bem bacana de se ver!

E você, já conhece Praga e tem mais alguma dica pra compartilhar? Deixe aí nos comentários! =)

Edimburgo: como ir do aeroporto ao centro da cidade

A capital escocesa possui apenas um aeroporto, o Aeroporto de Edimburgo (EDI), localizado a aproximadamente 12 km da cidade. E basta descer do avião para notar um detalhe inesperado: a organização com a qual os visitantes são recebidos.

Não sei sei foi pura sorte de “principiante”, digamos assim, mas fiquei impressionada com a eficiência no setor de controle de bagagem. Tem lugares marcados para cada pessoa esperar ao lado da esteira. Ou seja, ninguém precisa ficar se amontoando na fila e pressionando a amiguinho da frente a ir mais rápido. O tempo de espera para ter a bagagem vistoriada é curto e sem estresse.

Passada as burocracias da imigração, é hora de sair do aeroporto e chegar até a cidade. E isso também não é problema em Edimburgo. Até mesmo a opção mais barata é bem eficiente e não leva muito tempo. Com essas infos você não terá problema pra chegar até a cidade. 😉

Lothian Buses:

Esta é a opção mais barata de todas, mas um pouco mais demorada – leva cerca de 1 hora – pois o ônibus atravessa toda a cidade. Ele faz parte da linha municipal de Edimburgo, operada pela Lothian Buses, e por isso a tarifa é a mesma de um ônibus comum.

Você só precisará esperar pelo de número 35 em um dos pontos que ficam logo na saída das chegadas/desembarque. O bilhete custa 1.50 libras e a parada final é o Ocean Terminal.

Para ficar na região central fique atento para descer na Royal Mille/High Street. Essa linha percorre a cidade das 6am até meia-noite durante os dias de semana. E de sábado e domingo das 7:30am à mei-noite.

Veja aqui o trajeto do ônibus.

Ônibus – Airlink:

Essa é a opção que escolhi para fazer o trajeto aeroporto-centro. É o equivalente ao Airlink que costumo usar aqui em Dublin e considero ser o melhor custo-benefício. Além da praticidade, o preço é em conta e o trajeto até a região central não leva mais do que meia hora.

O Airlink faz parte da Lothian Buses, mas é uma linha especial que opera somente entre o aeroporto e o centro da cidade. Assim que sair do aeroporto vire à esquerda e logo na porta você encontrará o ponto do ônibus, onde deverá procurar pelo de número 100, ou simplesmente ficar de olho no logo do Airlink, que é estampado em todos os lados do veículo – fácil, fácil de ver.

O valor da viagem é de 4.50 libras de ida ou 7.50 libras com a ida e volta. O serviço funciona 24 horas por dia, com saídas a cada 30 minutos.

Desça no ponto da Waverly Station e você estará no centro de Edimburgo.

Veja mais informações aqui.

Tram:

O tram, ou metrô de superfície de Edimburgo, é outra opção confortável e prática para ir até o centro. 

A viagem só de ida custa 5 libras e a com retorno incluso sai por 8 libras. Os tickets podem ser comprados com dinheiro ou cartão de débito/crédito nas máquinas automáticas presentes em todas as estações de trem.

A viagem, assim como com o Airlink, leva em torno de 30 minutos e passa a cada 10 minutos. O ponto de descida é na Waverly Station.

Mais informações aqui.

Táxi:

Não perca tempo tentando encontrar táxis coloridos ou com cores chamativas. Assim como em Londres e no restante do Reino Unido, os táxis em Edimburgo são pretos. No aeroporto, eles ficam localizados no hall de chegada, em local um pouco mais afastado de onde saem os ônibus.

O trajeto até o centro da cidade pode custar entre 20 e 25 libras.

Aqui você encontra mais informações.