Le Jardin Secret: doces floridos e ingredientes direto da França

Fachada da Le Jardin Secret, na Vila Madalena
Fachada da Le Jardin Secret, na Vila Madalena

A ideia de abrir a Le Jardin Secret surgiu a partir de uma viagem feita pelas amigas e sócias Fernanda Rosset, Ana Carolina Urquiza e Albane Le Marie. Enquanto passeavam por cidadezinhas ao Sul da França, elas se depararam com um lindo jardim e uma discreta fábrica que produzia um ingrediente inusitado: flores cristalizadas. Resolveram então uni-las a deliciosas receitas de doces que enchem os olhos e o paladar de quem passa pela porta da charmosíssima pâtisserie, na Vila Madalena.

O nome não poderia, portanto, ser mais adequado. Mas as donas levam a sério a parte do “secreto”, já que o produto principal – as flores – é fornecido por pequenos produtores bastante tradicionais da França e seu processo de fabricação é um mistério.

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Mas o resultado é bem claro para qualquer um: doces delicados com toques de cor que misturam os sentidos do olfato e do paladar. E o ambiente retrata a leveza do cardápio. O pequeno espaço de estilo provençal faz os clientes se sentirem como convidados de algum aristocrata francês para um chá da tarde. Faça seu pedido e sente-se no sofá decorado para apreciar o momento.

Dado todo esse requinte, o preço é bastante justo. Pedi o Pavê de la Chef (pavê de brigadeiro com rosas cristalizadas), que sai por R$ 11 se comer no local e R$ 23 se for para viagem. Além de dois Double Feuille Spécial (biscoitos de chocolate ou baunilha recheados com creme de avelã ou doce de leite, adornados com rosas ou violetas cristalizadas), cada um por R$ 6.

No mês passado, a Le Jardin Secret inaugurou uma nova unidade no shopping Iguatemi.

Serviço:
R. Harmonia, 293 – Vila Madalena
Tel.: (11) 2537-3819

Shopping Iguatemi
Av. Faria Lima, 2232 – Jardim Paulistano
(sem telefone)

Madri: descubra as principais atrações da capital espanhola

Das cidades da Europa que conheço, Madri é sem dúvida uma das que eu moraria. O motivo é simples: além de ser considerada uma das mais agitadas do velho continente, a capital da Espanha consegue fazer a união perfeita entre o clássico e o moderno. Imagine andar em meio a construções com décadas de história – super bem cuidadas – sem sentir que parou no tempo. Ali é possível desfrutar, simultaneamente, da beleza e facilidades do mundo moderno, como as impecáveis linhas de metrô (ao contrário das velhas e sujas de Paris!).

Fui pela primeira vez em 2010 e voltei para mais uma visita em maio deste ano. E o bacana de voltar a um destino é poder conhecê-lo com mais calma, fazer um repeteco de alguns passeios e tentar vivenciar a cidade como um verdadeiro nativo. A primeira visita, por outro lado, é sempre uma maratona para conhecer todos os principais pontos turísticos. Afinal, vai saber quando voltaremos, não é? Por isso, se você está indo a Madri pela primeira vez, aí vai algumas sugestões clássicas para colocar no roteiro:

Plaza Mayor: Antes denominada Praça do Arrabalde, a Plaza Mayor é um dos principais símbolos da cidade. Todo o entorno é repleto de restaurantes e bares para “ir de tapas” – o ato de beber alguma coisa junto a uma pequena porção – bem ao estilo turistão mesmo. Aproveite também para dar um pulo no Mercado de San Miguel, logo ali pertinho.

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Palácio Real: Começou a ser construído em abril de 1734 e possui mais de 4 mil quartos. Embora não sirva mais de residência do rei e da rainha, o Palácio Real ainda é usado para eventos oficiais e encontros diplomáticos. Ao mesmo tempo é aberto para os turistas, que podem aproveitar as visitas guiadas. A entrada custa € 10.

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Gran Vía: Esta é, sem dúvida, a versão espanhola da nossa Av. Paulista, em São Paulo. Só que muito mais antiga, claro. Ou até mesmo uma versão espanhola da Broadway, já que é repleta de teatros. Uma caminhada por ali é obrigatória. Aproveite para comer um clássico sanduíche de jamón serrano em algum “Museo Del Jamón”. Baratinho e super típico.

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Estádio Santiago Bernabéu: Não precisa nem gostar tanto de futebol para fazer o passeio valer a pena. Só de poder ver de perto a imensidão do estádio do Real Madrid, ver todos os troféus nas paredes e pisar num pedacinho da grama já é bem interessante. A entrada custa € 19.

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Puerta Del Sol: Sempre movimentada, a praça é considerada o marco zero de Madri. Ali se encontra o símbolo da cidade: a estátua de bronze do urso tentando alcançar frutos numa árvore.

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Museu do Prado: Aberto em 1819, este museu abriga importantes obras de artistas espanhóis, como o quadro “Las Meninas”, de Diego Velásquez e o “Cavaleiro com mão no peito” de El Greco. Parada mais que obrigatória para quem aprecia as artes. A entrada custa € 14.

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Museu Reina Sofía: Focado especialmente na arte contemporânea, o Reina Sofía também abriga obras importantíssimas, como o quadro “Guernica”, de Picasso, além de obras de Salvador Dalí e Miró. A entrada é gratuita nos dias de semana e aos sábados após as 19h. Aos domingos após as 15h. A tarifa durante o horário comercial é de € 8.

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Parque El Retiro: Lugar predileto dos madrilenhos em finais de semana ensolarados, o parque El Retiro conta com nada menos que 118 hectares. Sim, é imenso. Dá para passar o dia inteiro ali e ainda assim você não conseguirá ver tudo. Não deixe de ir até o Palácio de Cristal e tirar uma foto em frente ao monumento Afonso XII.

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Feira do Rastro: Toda cidade que se preze tem sua própria feira de antiguidades. Em Madri, o Rastro acontece todos os domingos e feriados no bairro La Latina. Há de tudo, desde antiquários de móveis e objetos de decoração a roupas e artesanato.

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Porta de Alcalá: Construído em 1778 na Praça da Independência, na Rua Alcalá, durante o reinado de Carlos III, o monumento é constituído de duas portas gigantescas para servir de entrada para a cidade.madri blog 12

Fonte Las Cibeles: Outro grande cartão-postal da cidade, a fonte Las Cibeles foi erguida em frente ao Palácio das Comunicações com nada menos que 10.000 quilos de mármore branco. A deusa Cibeles era considerada uma das divindades mais antigas da Ásia Menor.

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Você talvez esteja pensando que eu esqueci de citar a Plaza de Toros, onde acontece as típicas touradas. Mas não, eu não me esqueci delas. Na verdade deixei esta atração de lado propositalmente, pois todas as vezes que fui a Madri fiz questão de passar bem longe dessa brutalidade. Recomendo a todos fazerem o mesmo. 😉

Dicas práticas:

Quando Ir: O inverno é muito frio e o verão é bem quente! Por isso, as melhores épocas são na primavera e no outono, entre os meses de abril, maio, junho, fim de setembro e outubro. Nestes meses, por não serem alta temporada, os preços de passagens e acomodações costumam ser mais baixos.

Onde ficar: Madri tem bons hotéis e fácil acesso para todo lado. Mas como grande parte das atrações é na região central, o melhor é ficar por ali mesmo para fazer tudo à pé. Fique em algum estabelecimento próximo a Gran Vía e você estará bem localizado. Para quem faz questão de mais sofisticação o bairro de Salamanca é o mais indicado.

Transporte na cidade: A maneira mais fácil de se locomover em Madri é de metrô. Há estações por todo lado, incluindo uma linha que faz um círculo na cidade. O valor da passagem é de € 1,50. Também é possível comprar o Metrobus – integrado com o ônibus – que vem com 10 passagens e sai por € 12. Funciona das 5h30 à meia-noite durante a semana e até às 2h da manhã nos finais de semana.

Santiago: o que ver e fazer na surpreendente capital chilena

Basta pisar na capital chilena Santiago para perceber como o país latino está à frente do Brasil em termos de urbanização e desenvolvimento. O centro é bem preservado e, diferente de São Paulo, bem mais preparado para receber turistas. Além disso, os chilenos costumam ser muito educados, o que deixa o passeio ainda mais agradável.

No centro da cidade, o Palácio de La Moneda é parada obrigatória para uma foto e para o tour gratuito nos aposentos. Foi ali, em 1973, que o então presidente socialista Salvador Allende se suicidou – ou, segundo outra versão, foi assassinado – ao ser deposto pelo golpe militar comandado por Augusto Pinochet. A ditadura assolou o país durante quase 20 anos.

Aproveite a localização central e vá caminhando até a famosa Plaza de Armas, outro marco histórico e emblemático da capital chilena, mas que remete a sua fundação. O lugar é considerado o “marco zero” da cidade e é ali que você encontrará a Catedral de Santiago e o Museu Histórico Nacional.

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Foto muito mal tirada em 2007, mas como perdi muitas das imagens, vai essa mesmo rs..
Foto muito mal tirada em 2007, mas como perdi muitas das imagens, vai essa mesmo!

Santiago é cercada pela Cordilheira dos Andes. Por isso, de onde quer que você esteja, provavelmente verá, ao longe, um pedacinho das enormes montanhas, quase sempre cobertas de neve no topo. Ao contrário de Valparaíso (veja o post aqui), a capital é bastante plana. A exceção à regra são os turísticos Cerro Santa Lucia e Cerro San Cristóbal. Este último oferece uma vista privilegiada sobre Santiago e fica dentro de um parque ecológico cheio de atrações, como piscinas e zoológico. Visita obrigatória.

Cordilheira dos Andes vista do avião
Cordilheira dos Andes vista do avião
Vista da cidade durante o trajeto até o topo do Cerro San Cristóbal
Vista da cidade durante o trajeto até o topo do Cerro San Cristóbal
No topo do Cerro San Cristóbal
No topo do Cerro San Cristóbal
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Estátua da Virgem Maria, no topo mais alto do Cerro San Cristóbal

Não recomendo subir o Cerro San Cristóbal à pé a menos que você seja capaz de correr uma maratona. As opções para chegar lá são carro, bicicleta, ou então o tradicional funicular, uma espécie de trenzinho que leva os visitantes até o topo por 2000 pesos (R$ 10,00) nos dias de semana e 2600 (R$ 12,00) aos finais de semana, ida e volta. O teleférico está fora de funcionamento, porque vai começar a ser reformado. Lá no alto você talvez notará algumas pessoas bebendo uma coisa esquisita, principalmente no verão: é o mote com huesillos. E já adianto, é bem doce. Tomei uma vez só e depois nunca mais. Mas gosto é gosto, né? É sempre válido experimentar.

Funicular que leva até o topo do Cerro
Funicular que leva até o topo do Cerro lotado de orientais e suas câmeras fotográficas
Piscina pública dentro do parque
Piscina pública dentro do parque ecológico

Se sobrar tempo, aproveite ainda o dia para dar uma passada no Centro Artesanal Los Dominicos para comprar lembrancinhas em um ambiente bem pitoresco. A feirinha fica em Las Condes, próximo a estação de metrô Los Dominicos. Fácil, fácil. São mais de 150 lojinhas com os mais variados tipos de artesanato.

Entrada
Entrada do Centro Artesanal Los Dominicos

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Para completar, visite o Museu Nacional de Bellas Artes, cujo acervo reúne mais de 5 mil obras de artistas chilenos e europeus. De lá, dê um pulo no Mercado Central de Santiago, onde você encontrará uma infinita variedade de peixes e mariscos.

Quem tiver mais dicas interessantes sobre a cidade não deixe de compartilhá-las aí nos comentários. 😉

Pizzaria Speranza: massa fina e fresca como manda a receita italiana

Entrada da pizzaria Speranza, no Bixiga
Entrada da pizzaria Speranza, no Bixiga

Paulistano ou não, você certamente já deve ter ouvido falar do Bixiga, em São Paulo. O bairro é famoso por suas cantinas italianas e pizzarias. Eu já tinha ido a dos estabelecimentos da região, mas nunca para provar uma pizza. Aproveitei então a recente visita de alguns familiares de Minas Gerais para ir conhecer mais a fundo a gastronomia desse canto emblemático da cidade. A escolhida foi a pizzaria Speranza, uma das mais tradicionais.

Há mais de 50 anos, Dona Speranza e Seu Francesco Tarallo vieram diretamente do porto de Nápoles e abriram em São Paulo a matriz do restaurante – há também uma unidade em Moema – trazendo consigo a verdadeira receita da massa italiana. Como estávamos em grupo, pedimos duas redondas. A Margherita é o carro-chefe da casa e faz por merecer: massa fina e bordas grossas, queijo na medida e bem temperado. Uma delícia! Já nossa segunda opção, metade presunto de Parma e metade pepperoni, estava muito boa, mas não surpreendeu como a primeira.

Pedaço da pizza Marguerita. Não sobrou nem uma migalha pra contar história...
Pedaço da pizza Marguerita. Não sobrou nem uma migalha pra contar história…

O local, bastante amplo e com vários salões, passou por uma reforma há cerca de 2 anos e agora adquiriu um estilo moderno, mas sem perder o toque das cantinas tradicionais com toalhas de mesa xadrez. O preço médio das pizzas varia entre R$ 60 e R$ 85.

Entre as sobremesas há petit gateau e tortinha de limão. Muito boas, mas também nada surpreendente. A tortinha de limão, infelizmente, não vem com aquela deliciosa massa podre (só eu não me conformo com esse nome horroroso?). Ainda assim vale o passeio, pela pizza Marguerita e pela tradição do lugar.

Rua 13 de Maio, 1004 – Bela Vista
Tel.: (11) 3288-8502

Diletto: conhecendo a novíssima flagship da marca

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A apresentação de um produto sem dúvida faz toda a diferença e os donos da Diletto parecem saber bem disso. Fui conhecer a flagship da marca nos Jardins e notei o cuidado com os detalhes. Ali, o sorvete de massa vem acompanhado de uma cobertura em potinho de vidro. Ambos são servidos em uma bandejinha de papelão estampada que é uma graça. Um sabor + uma cobertura sai por R$ 12.

Essa loja é o único endereço onde é possível provar os sorvetes de massa, além dos já conhecidos picolés que são vendidos em quiosques nos shoppings e nos freezers de alguns restaurantes.

Dá para fazer as mais diversas combinações. Como era a minha primeira visita, optei pelo de gianguia (sempre!), que eu já conhecia na versão picolé, e uma calda de avelã. Ficou gostoso, mas ainda prefiro no palitinho. Para quem quiser, dá para ousar mais, tem até calda de chocolate com pimenta, pera com barolo, zambaione e outras opções mais excêntricas, digamos. Da próxima vez vou tentar fugir do clichê e experimentar alguma dessas opções menos convencionais.

O lugar funciona também como uma cafeteria, então há algumas opções de salgado, que podem ser pedidos junto a um cafezinho. Nas prateleiras, ao lado do balcão, há também opções de chocolates finos, além dos potinhos de caldas para sorvete para quem prefere levar para casa.

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Serviço:

Al. Lorena, 1969

Tel: (11) 4371-4454  

Punta del Este: sol, luxo e bons restaurantes no litoral uruguaio

Não sei você, mas eu sou dessas pessoas que planejam cada passo de uma viajem. Mas, de vez em quando, tenho que admitir que é interessante viajar sem saber o que esperar e se deixar surpreender com o que vier. Foi o que aconteceu comigo quando visitei Punta del Este, no Uruguai, pela primeira vez, a convite do Hotel Conrad

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O balneário de luxo do país vizinho sempre foi destino de badalação de muita gente, mas nunca tinha chamado minha atenção. Mas que surpresa boa! A cidade banhada pelo Oceano Atlântico e pelo Rio da Prata fica localizada no departamento de Maldonado e, de uns anos pra cá, se tornou um destino de luxo e retiro de milionários, que se aglomeram principalmente nos bairros de San Rafael e Beverly Hills – isso mesmo, eles tem a sua própria versão da icônica cidade californiana.

E não é pra menos: algumas das “casinhas” nada modestas já abrigaram figuras conhecidas, como Shakira, Julio Iglesias, Paris Hilton e David Beckham. Já o empresário e bilionário brasileiro Alexandre Grendene tem sua própria mansão de veraneio na região. Punta del Este é muito bem cuidada e a qualidade de vida dos habitantes é notável. A cidade é mesmo a Saint Tropez da América Latina, como costumam dizer por aí.

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À noite, o clima é de badalação, especialmente na região de La Barra e La Mansa. As festas nas boates começam ainda mais tarde do que no Brasil e não faltam opções para dançar até o sol nascer – e depois ainda dar um pulinho no mar, se tiver fôlego! Já na região do Porto é onde se encontram restaurantes e barzinhos para passar a noite “mais tranquilamente”.

Verdade seja dita: as praias não chegam nem aos pés das do Brasil e a água é muito gelada. Mas a estrutura turística, organização e o sossego do lugar são os grandes atrativos. E quando digo sossego, quero dizer tanto de paparazzis (para os famosos, claro) quanto em relação ao baixíssimo índice de violência. Soma-se à isso, a ótima variedade de bons hotéis e restaurantes. A dica é ir entre os meses de setembro e abril, quando o índice de chuvas é menor. Mas, lembre-se: é a alta temporada e, portanto, tudo fica mais caro.

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Aos turistas de primeira viagem como eu, tirar uma foto em frente a famosa escultura La Mano – também conhecida como “Los Dedos” – é quase obrigatório. A gigantesca mão que surge da areia na Parada 1 da Praia Brava foi construída pelo artista chileno Mario Irarrazabal e se tornou um dos cartões-postais de Punta.

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Outro passeio im-per-dí-vel é a Casapueblo. O local serviu de moradia e ateliê do artista plástico uruguaio Carlos Paéz Vilaró, um senhorzinho fofo que tive a sorte de encontrar quando estive lá em 2013. Muito simpático, ele aparece de vez em quando para autografar seus trabalhos. A casa, enorme, fica aberta aos turistas e ainda abriga um hotel e um restaurante. O melhor horário para visitar é ao entardecer, quando o poema “Cerimonia Del Sol” de Vilaró ecoa nas caixas de som espalhadas pela casa ao mesmo tempo em que o sol se despede. Simplesmente inesquecível.

Uma ida até o Hotel Conrad à noite também vale a pena. Um dos mais luxuosos da cidade, o estabelecimento abriga dois ótimos restaurantes, um teatro – onde assistimos a uma apresentação de tango – e o famoso cassino, que apesar de pequeno, garante a diversão de muitos turistas.

Se estiver com tempo, não deixe de ir até José Ignacio, a 45 km de distância do centro de Punta. Este antigo vilarejo de pescadores se transformou em destino de luxo, com praias bem frequentadas. Eu e outros jornalistas nos sentamos no La Huella, um parador (como eles chamam os quiosques de praia) com estilo rústico, todo em madeira. Apesar de ser point de milionários, o local é super pitoresco e descontraído.

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Não se surpreenda se der de cara com algum famoso. Apesar disso, surpreendentemente, os preços não são absurdos. Mas chegue cedo, pois o lugar costuma estar sempre lotado. Aproveite para se refrescar com uma jarra de Clericó, uma espécie de Sangria feita com vinho branco e servida bem gelada com pedaços de fruta. Ah, e não se esqueça de parar em um super mercado para comprar o famoso doce de leite La Pataia, simplesmente o melhor que já provei. Quem tiver interesse, é possível conhecer a fábrica na Fazenda La Pataia.

*Bruna Aranguiz viajou a convite do Hotel Conrad

Casa de Bolos: fofinhos e caseiros, como da sua avó

O bolo de milho na Casa de Bolos, fofinho e felpudo
O bolo de milho na Casa de Bolos, fofinho e felpudo

Feche os olhos e imagine aquele bolo caseiro quentinho, com massa fofinha e cheirinho irresistível que só sua avó sabia fazer. Deu saudade e água na boca? Essa foi a sensação nostálgica que senti ao provar um dos bolos da Casa de Bolos, rede que nasceu em Ribeirão Preto e já tem mais de 50 lojas espalhadas pelo Brasil.

Uma delas abriu há alguns meses perto de onde moro. Foi então que experimentei um dos sabores pela primeira vez e virei fã de carteirinha. O lugar, bem simples, parece um daqueles comércios pequenos, de bairro, que você não tem muita certeza se vai durar. Por isso me surpreendi ao saber que, na verdade, trata-se de uma rede que ainda tem previsão de abrir mais 11 unidades só este ano. O gostinho dos bolos é tão caseiro que fica difícil imaginar que saem de um empreendimento tão grande. Mas o importante é que são feitos com amor, segundo seu próprio slogan: “Bolos caseiros feitos com carinho”.

Unidade da casa de Bolos na Vila Madalena
Unidade da casa de Bolos na Vila Madalena

São quase 30 variações do doce que tem preços quase tão irresistíveis quanto o cheirinho: a partir de R$ 9,00 você leva a unidade de 1 quilo. O mais caro, o “Bolo da Vó Sônia”, sai por R$ 16,00. E os outros sabores? Até agora só provei o de milho, laranja, limão, fubá e mandioca. Ainda estou tentando decidir qual é o meu preferido, mas parece ser uma missão impossível. Há também outros, que estão na minha lista para as próximas visitas: “Mesclado”, “Maracujá”, “Prestígio”, “Cuca de Goiaba”, “Formigueiro”, “Bolo de Ameixa”, “Luiz Felipe”, “Bolo de Banana com Canela”, “Toalha Felpuda” e por aí vai…

Só em São Paulo são 14 unidades e em breve haverá mais seis.

Serviço:
Pinheiros:
Rua Deputado Lacerda Franco, 39 – Pinheiros
São Paulo/SP
Cep: 05418-000
Tel.: (11) 3034-5997 / (11) 2372-3826

Vila Madalena:
Rua Paulistânia, 26 – Perdizes
São Paulo/SP
Cep: 05440-00
Tel.: (11) 4114 7718

Veja as outras unidades aqui 

Brera – Il Panino Italiano: panini de qualidade e preço justo nos Jardins, em SP

brera 3 De restaurantes italianos São Paulo está cheia. Não faltam ótimas opções para se deliciar com releituras e pratos típicos do país da Bota. Mas uma das últimas novidades gastronômicas da capital traz uma proposta diferente: oferecer especificamente os famosos panini (plural de panino). Esse é o Brera – Il Panino Italiano, que inaugurou em março nos Jardins e já vem atraindo uma boa clientela. Não é para menos: o charme do lugar atrai por si só, enquanto os lanchinhos satisfazem o apetite por uma quantia justa: entre R$ 19,90 e R$ 23,90 o tamanho normal acompanhado de salada. Enquanto isso os pa-minis, versões menores, variam entre R$ 9,50 e R$12,50. brera 2 brera 1brera 6 A grande sacada veio de jovens empresários italianos, que sentiam falta da pequena delícia de seu país. Edoardo Tonolli, um dos sócios da Bacio di Latte, Savério Gardino, Oliver Kirkham, Fabrizio Roccia e Michele Uria se uniram para abrir o delicioso espaço que carrega o nome de um bairro em Milão – Brera era o lugar onde os sócios se encontravam para reuniões. Mas o legal é que o preço justo não faz a qualidade cair. Para se ter uma idéia, cerca de 80% dos ingredientes são importados da Itália. A única exceção é o pão, que vem diretamente da padaria Em Nome do Pão, de Alex Atala. Ao todo são 35 opções de panini, divididos entre as categorias “prosciutto crudo”, “prosciutto cotto”, “mortadella”, “coppa”, “carne”, “pesce” e “vegetariani”. Para não dizer que há só panini, outro destaque do cardápio é o Il Taglieri, tábua servida com misto de frios e queijos acompanhados de uma variedade de mostardas. Além disso, há saladas, toasts e pratos especiais. E para adoçar a vida, escolha entre o Il Ghiotto (toast de nutella com framboesa), o Affogato Al Caffè ou pote de frutas da estação com gelato, claro, Bacio di Latte. Serviço: Alameda Ministro Rocha Azevedo, 1068 Tel: (11) 3804 7755

Roteiro São Francisco: um passeio pelas principais atrações da cidade (parte 2)

Depois do primeiro post sobre São Francisco, acho que não é mais segredo para ninguém minha paixão por essa cidade. Mas boa parte do meu encanto por fica em um lugar bem específico: o Pier 39. Não à toa se tornou o meu cantinho preferido na cidade, assim como o de muita gente. O espaço fica na região de Fisherman’s Wharf, zona de ancoradouros que vai do Pier 35 até a Van Ness Avenue.

Repleto de lojinhas de souvenirs e restaurantes, o Pier 39 é praticamente um shopping a céu aberto. Mas o estilo quase lúdico das fachadas dos comércios é que dá o charme especial e faz parecer que estamos em uma casinha de bonecas. É lá que está o Hard Rock Café, o restaurante Bubba Gump, o Aquarium of The Bay e o Bay Theater.

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As águas do mar em torno do píer guardam uma outra atração para os visitantes: simpáticos leões marinhos descansam preguiçosamente nos deques de madeira e, vez ou outra, resolvem dar um show quando começam a brigar entre si por um lugarzinho melhor para tomar sol. É muito engraçado de assistir as brigas e eu seria capaz de passar horas observando. Os animais apareceram ali misteriosamente após o grande terremoto de 1989 e, desde então, o píer foi desativado para que eles pudessem ficar lá. Achei incrível a importância e o cuidado que a cidade deu a eles desde então.

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Ainda na região de Fisherman’s Wharf, se estiver frio, aproveite para provar o famoso clam chowder, uma sopa de mariscos servida dentro de um pão arredondado, oferecida na maioria dos restaurantes. Sugiro o do Boudin Bakery, na Jefferson Street. Mas guarde espaço para a sobremesa.

De lá, é possível andar até a Ghirardelli Square. É onde, entre outras lojas, está o café e a lojinha da Guirardelli, marca de chocolates típica de São Francisco e criada pelo imigrante italiano Domingo Ghirardelli. Sente-se para provar uma das deliciosas taças de sorvete com chocolate e ainda leve pacotinhos com o produto para casa. O chocolate com caramelo é campeão!

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Taça de sorvete Ghirardelli, com calda de chocolate e manteiga de amendoim. Sucesso!

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Outra atração imperdível para uma foto em São Francisco é a Lombard Street, aquela cheia de curvas em ziguezague que já serviu de cenários para diversos filmes hollywoodianos. Idealizada por Carl Henry, ela surgiu com a intenção de possibilitar o tráfego de carros na ladeira que tem nada menos que 27 graus de inclinação. Haja fôlego pra subir a pé os degraus!  Pena que quando fui era inverno e o jardim tão bem cuidado que eu via nas fotos praticamente não existia. De qualquer modo, milhares de turistas passam por ali o tempo todo. E fico me perguntando como deve ser morar em um lugar onde você tem que se deparar com pessoas na sua porta sempre que chega em casa. Deve ser um pouco irritante…

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Para compras, a pedida é a Market Street e a Union Square. Estão lá as lojas da Gap, Forever 21, Apple, entre outras queridinhas dos brasileiros. No inverno, uma pista de patinação no gelo é montada na Union Square, onde também está a gigantesca loja de departamento Macy’s. No último andar você encontrará a Cheescake Factory. Sim, a mesma rede em que Penny, personagem de The Big Bang Theory, trabalha. E não preciso nem dizer o que tem lá, certo? Cheesecakes, claro! Rs… E são cheesecakes enormes e dos mais variados sabores. Mas há também opções de refeições bem servidas e preços razoáveis.

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Union Square vista da sacada da Cheesecake Factory, no último andar da Macy’s

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Roteiro São Francisco: um passeio pelas principais atrações da cidade (parte 1)

Era dia 6 de janeiro de 2011 quando eu me despedi da minha família para embarcar no avião com destino a São Francisco, na Califórnia. O nervosismo era tanto que não consegui sequer encostar a cabeça na poltrona para descansar. Eu iria passar dois meses estudando na cidade na costa oeste dos Estados Unidos e mal sabia o que iria encontrar por lá. Muito menos que iria cair de amores por essa cidade!

Mas foi só aterrisar que todo o nervosismo sumiu. São Francisco, para mim, foi assim: uma paixão à primeira vista. Imagine uma metrópole como São Paulo, só que muito mais bonita e organizada. Terra dos hippies e do movimento de contracultura, esse pedacinho do território californiano carrega a herança libertária até hoje. Diferente de outras cidades americanas onde o conservadorismo e o puritanismo ainda vivem, San Fran abriga de tudo um pouco: chineses, indianos, gays, lésbicas etc. Prova disso são os bairros de China Town e Castro, este último conhecido pela cena LGBTQ+. Dois lugares bacanas e diferentes para colocar já na lista de passeios.

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O bairro dos imigrantes chineses, China Town
O bairro dos imigrantes chineses, China Town

O Castro é considerado o bairro gay mais famoso do mundo
O Castro é considerado o bairro gay mais famoso do mundo

O estilo de vida em São Francisco foge um pouco do estereótipo americano. Se em Los Angeles, a 730 km dali, o fast food está por todos os lados, em São Francisco a população é mais adepta da comida saudável e é mais difícil encontrar grandes redes de fast food, como Burger King, por exemplo. Bons restaurantes e opcões de alimentos orgânicos não faltam. Por outro lado, rede de café Starbucks impera por lá. Cocê verá um em cada esquina e, certamente, verá executivos engravatados andando apressados com seu cafézinho da Starbucks na mão.

Por outro lado, apesar do correria típica de uma metrópole, São Francisco exala tranquilidade e um clima alegre que fica evidente nas ruas arborizadas e casas coloridas em estilo vitoriano. Seis delas, aliás, viraram um dos cartões postais da cidade: as Painted Ladies, na Alamo Square. Vale a ida mesmo que só para tirar foto.

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As graciosas Painted Ladies, cartão-postal da cidade
As graciosas Painted Ladies, cartão-postal da cidade

Meu primeiro passeio na cidade, no entanto, foi conhecer a Golden Gate Bridge, ponte que conecta a cidade ao município de Sausalito. Eu estava ansiosa para vê-la de perto e lá estava ela, comprida, laranja e imponente. Mais ao lado está a cinzenta, mas também bonita, Bay Bridge, que leva a Oakland. De ambas é possível avistar a ilha que abriga a antiga prisão Alcatraz, “lar” do conhecido mafioso Al Capone.

É possível visitar a prisão comprando o ingresso online ou diretamente em Embarcadero, no Pier 33 (tours a partir de 40 dólares). É importante comprar com antecedência para evitar ter que ficar esperando ou correr o risco de ficar sem ingresso. O clima é lá dentro é sinistro, mas muito interessante e, sem dúvida, vale a visita. A travessia é feita em um barco que sai de meia em meia hora, a partir das 9h30, por aproximadamente 38 dólares.

Detalhe: quando estiver na Golden Gate Bridge, aproveite para dar um pulo no Palace of Fine Arts, um monumento belíssimo criado como parte de uma exposição para ser temporário, mas que acabou ficando ali mesmo. Ainda bem!

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Mas prepare-se: andar pelas ruas de São Francisco, dependendo de onde você estiver, pode não ser uma tarefa fácil (recomendo fortemente um sapato confortável), já que ladeiras absurdamente íngremes são comuns na cidade. Ótimas para aquele dia em que você escapou da academia.

E foi exatamente por isso que surgiram os simpáticos Cable Cars. Uma voltinha neles, além de obrigatória para os turistas, pode ser necessária. O transporte foi criado em 1873 e, mesmo após a invenção do automóvel, continuou a ser usado já que os veículos antigos não tinham força suficiente para subir as ladeiras. Embora os carros de hoje sejam capazes de fazer isso, o Cable Car continua sendo bastante utilizado e virou uma atração à parte e dá um charme especial à cidade.

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